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PAI NOSSO

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, VEM A NÓS O VOSSO REINO, SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE, PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO, NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO FERMENTO

A parábola do fermento: o contágio celestial

"Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado" (Mateus 13:33; veja também Lucas 20:21).

De todas as parábolas que Jesus ensinou ao lado do Mar da Galiléia, esta é a mais breve. Ela termina quase tão rapidamente como começa, deixando que nos agarremos com esta mensagem rápida e cortante. Tanto Mateus como Lucas registram esta parábola em associação imediata com a parábola da semente de mostarda, o que deixa a clara impressão de que ela, também, tem a ver com o modo como o reino se expande, ainda que seu impulso pareça mais para dentro do que para fora.

"O reino do céu é como o fermento..." Na lei de Moisés, o fermento era, com poucas exceções, proibido em oferendas, e durante a Páscoa todo fermento tinha que ser removido da casa (Êxodo 13:3; Levítico 2:11; Amós 4:5). Em todos os outros casos no Novo Testamento onde o fermento é usado como uma figura, ele é usado como uma má influência (Lucas 12:1; 1 Coríntios 5:7; Gálatas 5:9). Por esta razão alguns concluíram que o fermento nesta parábola simboliza uma força malévola, a sub-reptícia chegada da apostasia (J. N. Darby, Brief Exposition of Matthew, 1845, 40). Mas na parábola do fermento, como todas as outras da série junto ao mar, é explicitamente dito que ela pinta o reino do céu, e não o domínio de Satanás (Mateus 13:33; Lucas 13:20-21). Não há problema real aqui, uma vez que toda influência espiritual, tanto má como boa, trabalha do mesmo modo, e o uso diferente da mesma metáfora não é desconhecido nas Escrituras. Tanto Satanás como Cristo são comparados a um leão (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5); mas no diabo é vista a ferocidade do leão negaceando sua presa, e em Jesus sua força e coragem. A pomba, em um lugar, é usada para ilustrar a tolice (Oséias 7:11) e em outro, a inofensiva simplicidade (Mateus 10:16).

"Que uma mulher escondeu em três medidas de farinha..." Como Buttrick observou, "Esta parábola sofreu muitas ofensas nas mãos dos alegoristas". Houve quem visse na mulher a igreja ou o Espírito Santo quando nada mais parece querer dizer além de que este é o tipo de trabalho feito costumeiramente pelas mulheres. Para Agostinho as três medidas de farinha representavam toda a raça humana nos três filhos de Noé; para Jerônimo e Ambrósio elas significavam a santificação do espírito, alma e corpo. Ainda que estas idéias possam em geral não estar muito longe do significado da farinha, as três medidas com toda probabilidade sugerem simplesmente nada mais do que a quantidade costumeira de massa usada no mundo antigo para assar pão (isto é, cerca de um alqueire, pouco mais do que 35 litros - Gênesis 18:6; Juízes 16:19; 1 Samuel 1:24).

A parábola do fermento parece falar da serena transformação que o reino de Deus opera no espírito humano e do modo sem ostentação pelo qual ele passa de coração a coração. Assim, o fermento, como a luz e o sal (Mateus 5:13-14), é um agente mudo mas poderoso. Justamente desse modo Jesus trabalhou entre os homens: "Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir sua voz na praça" (Isaías 42:2-3; Mateus 12:17-21). Contudo, seu trabalho nunca foi secreto nem furtivo: "Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto" (João 18:20).

A obra do fermento também é interna e invisível. Esta parábola é uma declaração poderosa de natureza espiritual do reino. Foi este mesmo ponto que Jesus uma vez apresentou aos fariseus:"Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:20-21). A revolução radical do reino de Cristo (diferente dos reinos dos homens, João 8:36) iria explodir silenciosamente dentro, operando uma completa transformação do coração. O fermento precisa portanto simbolizar o evangelho como opera invisível no espírito individual (1 Pedro 1:22-23) e então passa silenciosamente de um coração para outro (Atos 8:4).

A palavra de Deus é a semente em germinação da qual vem a nova vida de Deus, mas aqueles que foram tocados por ela também se tornam luz, sal e fermento no mundo (Mateus 5:13-14; Filipenses 2:15). Sua humildade de espírito e piedade de vida ornam "em todas as coisas, a doutrina de Deus" (Tito 2:10) e inevitavelmente atraem e então contaminam outros com o mesmo poderoso contágio celestial que mudou suas próprias vidas. O movimento de uma tão profunda força espiritual não é ruidoso nem clamoroso como um exército em marcha, mas firme, quieto e inexorável como uma planta tenra que primeiro penetra e depois trinca, e finalmente rompe a mais empedernida das rochas.

"Até que toda ficou fermentada..." Se temos que entender a massa como o coração de uma única alma, então é certo tomar o "toda" como um absoluto, porque em Cristo tudo é renovado (2 Coríntios 5:17); O todo da personalidade é penetrado. Mas se a massa simboliza o mundo, a parábola precisa ser entendida como falando da fermentação de todo coração honesto e bom e não de salvação universal (Mateus 7:13-14), ou alguma influência social universal ou uma humanidade não convertida. É inconcebível que aquele que veio "buscar e salvar o que estava perdido" jamais se preocupasse com o mero impacto social do evangelho. Com Jesus e seu reino era redenção pessoal ou nada (João 3:3-5).

por Paul Earnhart

Leia mais sobre este assunto:
As parábolas de Jesus

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O REINO DO CÉU

O Reino do Céu - Qual o Tamanho da Árvore?

No relato de Lucas da parábola do grão de mostarda, Jesus diz que o grão de mostarda "cresceu e fez-se árvore..." (Lucas 13:19). Já observamos que esta parábola ressalta mais o contraste entre semente e árvore do que a imensidão de seu crescimento final. Como A. B. Bruce observou, a parábola parece chamar mais a atenção para a pequenez do começo do reino do que para a grandeza do seu fim. Tão grande árvore como a que possa crescer de um grão de mostarda, ela nunca rivalizará com as verdadeiras árvores que sobressairão acima dela. As parábolas emparelhadas do grão de mostarda e do fermento parecem ser ambas destinadas a ilustrar o crescimento futuro e a influência do reino. Uma fala de seu crescimento extenso e visível, a outra da mudança espiritual intensa. Mas a questão que permanece é se Jesus está olhando para a parábola do grão de mostarda no vitorioso destino final de seu reino ou simplesmente para a crescente e visível influência espiritual do evangelho na História.

Os profetas falaram eloqüentemente do triunfo absoluto e final do reino messiânico. Isaías prevê que "o monte da casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros" (2:2). Daniel diz que o reino se tornará "em grande montanha" e encherá "toda a terra" (2:35) e que o domínio de seu Rei será "domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído" (7:14). Mas a escolha de Jesus da árvore de mostarda para ilustração do futuro do reino parece ser uma metáfora improvável com a qual descrever sua glória final. Parece ter sido escolhida de propósito para ressaltar a grande influência espiritual que o reino de Deus exerceria no mundo e na história, apesar de seu pequeno começo, e ainda não dar a seus discípulos nenhuma visão de glória mundana. Dentro do âmbito da geração deles o evangelho deveria ser "pregado a toda criatura debaixo do céu" (Colossenses 1:23) e tocar os corações dos homens desde Jerusalém "até aos confins da terra" (Atos 1:8). Mas seria a árvore de mostarda concebida para falar do crescimento da igreja até ser uma instituição de tal poder mundano que a sociedade dos homens ímpios tremesse diante dela? Esta visão parece mais afinada com a teologia católica romana ou com as especulações pré-milenares. O que as parábolas precedentes do semeador e do joio já disseram claramente é que o reino do céu é destinado a ser rejeitado pela vasta maioria dos homens e a estar em guerra com os filhos do diabo enquanto o mundo durar. Não há lugar nas parábolas para a igreja de Deus dominar suprema em algum renovado Santo Império Romano ou presidir sobre a absoluta paz e justiça de um milênio terreal. Haverá, sem dúvida, tempos quando o evangelho será mais "oportuno" do que em outros (2 Timóteo 4:2), mas tais tempos de paz e maior "crescimento em número" (Atos 9:31) são provavelmente sempre seguidos por períodos de oposição, retração e apostasia (1 Timóteo 4:1; 2 Timóteo 3:1-5; 4:3-4). Pessoas justas não são nunca destinadas a escapar da perseguição nesta vida (2 Timóteo 3:12).

A parábola do joio nos diz francamente que o tempo de glória final e triunfo para o reino virá "na consumação do século" (Mateus 13:39) quando o Filho do Homem enviar seus anjos, e eles"ajuntarão do seu reino [todos os homens vivos e mortos, Romanos 14:9, PE] todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade" (Mateus 13:41). Será então, e não antes, que ao mesmo tempo os perversos serão lançados na fornalha acesa, e "os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai" (Mateus 13:42-43). Será então que o reino de Deus encherá toda a terra, e o Senhor e seu Ungido, sempre tendo soberania absoluta, porão os reis da terra em completo ridículo e os destroçarão como um vaso de oleiro (Salmo 2).

É o modo do Senhor operar suas maravilhas por meio das mais humildes pessoas e circunstâncias e assim evidenciar que somente Deus poderia tê-las feito acontecer. Paulo diz do evangelho que "Deus ... escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.... a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" (1 Coríntios 1:27,29). Assim, parece-me que jamais chegará o dia quando o povo de Deus se encontrará feliz na posição de glória mundana, sem ser corrompido por seu próprio sucesso. É pelas dificuldades que os cristãos são chamados a suportar que o Senhor assegura que somente os retos de coração virão. O Senhor conduziu Israel através de um deserto sem trilhas, sem mais coisa alguma a não ser sua promessa de sustentá-los, de modo que, na necessidade deles, ele pudesse conhecer o que estava em seus corações e eles pudessem saber que o homem não vive somente de pão, mas da palavra de Deus (Deuteronômio 8:2-3). Seremos, provavelmente sempre, um "pequenino rebanho" (Lucas 12:32) enviado pelo Senhor "como ovelhas para o meio de lobos"(Mateus 10:16), de modo que somente nele confiaremos.

Enquanto isso, o reino do céu será sempre uma árvore bastante grande para abrigar cada coração verdadeiramente arrependido que busque refúgio em seu Senhor, e uma árvore suficientemente despida de atrações mundanas para não ter encantos para os comedores de carniça que possam buscar abrigo em seus ramos para suas próprias sombrias e carnais razões.

por Paul Earnhart

Leia mais sobre este assunto:
Expandindo o reino de justiça de Deus

O Reino dos Céus

sábado, 27 de abril de 2013

ERVA DANINHA NO TRIGO: A PARÁBOLA DO JOIO

Erva daninha no trigo: a parábola do joio

 

As parábolas que Jesus ensinou junto ao Mar da Galiléia (Mateus 13, Lucas 8, Marcos 4) destinavam-se a definir o reino de Deus tanto quanto o Sermão do Monte. Mas estas histórias e comparações tinham o efeito oposto sobre aqueles cujo coração tinha sido estupidificado pela religião mundana dos escribas e fariseus. Na escuridão de seu entendimento o reino do céu era ainda mais mistificado (Mateus 13:11-15). A razão é, como Robert F. Capon observou, que as parábolas de Jesus expõem retratos do domínio do céu que reduzem a picadinho as expectativas religiosas do povo. Pessoas "más" são premiadas. Pessoas "boas" são repreendidas. E, "em geral, a idéia de todo o mundo de quem deveria ser o primeiro ou o último leva liberalmente um banho de água fria". (The Parables of the Kingdom, pág. 15).

Mas não há maior mistério nas parábolas do reino do que a quase completa ausência de ênfase na simples providência divina — absoluta ou imediata — o tipo que pareceria inseparável da própria idéia de domínio de Deus. É ainda a crença geral que se Deus, que não é só completamente justo mas também poderoso, estabelecesse um reino, ele só poderia existir onde toda a impiedade fosse destruída. Se o seu é o reino da absoluta justiça, como pode ser dito, em qualquer sentido, que esse reino exista onde a impiedade não somente parece estar presente, mas até prevalece? Esta questão é, realmente, apenas a extensão de um assunto mais fundamental que tem deixado o homem perplexo durante séculos: como pode haver mal num mundo governado por um bom Deus? Para alguns é fácil. Se Deus quer estabelecer seu reino, qual é a necessidade de demora? Ele tem o poder. Por que ele simplesmente não quebra as cabeças, joga fora os canalhas e torna tudo lindo?

E aí há uma segunda questão semelhante que muitos, Trench entre eles, acreditam ser o assunto tratado nesta parábola. Como pode ser real o reino do céu se existe dentro dele todos os tipos de falsidade e hipocrisia?

Ainda que haja considerável controvérsia quanto a qual das questões acima a parábola de Jesus se refere, dificilmente pode haver qualquer dúvida séria de que ela fala de uma ou de outra delas. A história do joio semeado no campo, encontrada apenas em Mateus (13:24-30,36-43), segue imediatamente após a parábola do semeador. Nesta, Jesus já havia insinuado que a justiça (o solo bom) terá de florescer num mundo onde muitos rejeitam o reino de Deus (o solo da beira do caminho) e outros a receberão de modo superficial e infrutífero (solo pedregoso e espinhoso). Na história do joio ele parece recomeçar por onde parou na do semeador, para tornar explícito o que antes fora apenas sugerido. O reino do céu é, na verdade, destinado a crescer e abrir o seu caminho no coração de um mundo onde o mal não é somente muito vivo e ativo, mas continuará a sê-lo até que esse mundo acabe. Para dizer o mínimo, esta é uma surpresa, e para muitos, um choque incrível. Está pelo menos 180 graus defasado da idéia de muitas pessoas sobre o reino do céu. Para elas, o reino do céu não terá vindo até que toda a impiedade seja destruída. O reino tem que vir pelo paradoxo que Lutero chamou "o poder da mão esquerda" de Deus: dando para ganhar, perdendo para vencer, morrendo para viver.

"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio" (Mateus 13:24-26).

Nossa reação imediata a esta parábola poderia ser, "Que tipo de fazendeiro é este, descuidado de manter as ervas fora de seu campo, dormindo quando deveria ter estado alerta?" Mas o fazendeiro desta parábola não é um homem negligente que não fez nenhum esforço para manter seu campo livre de ervas, passando seus dias dormindo quando deveria ter sido consciencioso. Seu trigal é forte. Ele dormiu somente quando os trabalhadores dedicados dormem: de noite. O problema é que ele tem um inimigo que não se deterá diante de nada para destruir aquilo em que ele não teve parte nem interesse em plantar. As ervas não são descobertas mais cedo porque elas não são esperadas e porque as ervas semeadas são tão parecidas com o trigo quando brotam que o seu disfarce não foi descoberto enquanto não começaram a pôr a cabeça de fora. O joio (em grego zizanion, especificamente cizânia, Lolium Temulentum), era uma gramínea anual que parecia muito com trigo até que amadurecesse. Arndt e Gingrich definem-no como "cizânia, capim-cevadinha, uma erva perturbadora nos trigais, parecida com trigo" (pág. 340). Thayer diz que é "um tipo de cizânia, trigo bastardo, parecendo trigo, exceto que seus grãos são pretos" (pág. 272).

Então por que essas ervas perturbadoras não seriam removidas imediatamente? Não porque não estivessem sugando o solo, e desafiando o trigo por nutrimento, e não porque não fossem agora facilmente identificáveis, mas porque qualquer esforço para erradicar as ervas, agora crescidas e enraizadas seguramente e misturadas com o trigo, arrancaria também o trigo. Esperem, o fazendeiro disse aos seus servos, "até a colheita".

por Paul Earnhart

Leia mais sobre este assunto:
O reino do céu: o semeador lançando a se
Mateus 13:24-58
Na parábola do joio, Jesus ensina que devemos tolerar pecadores na igreja?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO SEMEADOR: estudo especial/07

Corações podem mudar

Conforme Buttrick observou: "Nenhuma parábola pode ser comprimida numa conclusão rigorosa. Há um ponto onde termina a analogia". O solo da natureza não é completamente paralelo ao "solo" do coração. O solo natural não tem poder para alterar sua condição, mas o coração pode mudar. Felizmente, corações duros, rasos e apinhados podem se tornar honestos e bons (Atos 8:22-23; Tiago 4:8). E, infelizmente, corações honestos e bons podem tornar-se duros, rasos e divididos (Hebreus 3:12-13). Precisamos ser muito ponderados com os últimos. Pelos primeiros podemos ser grandemente confortados, tanto como ouvintes como mestres do evangelho. O evangelho do reino é um apelo aos corações para mudar (Atos 3:19). O que temos sido não determina o que podemos ser. Pecadores precisam receber a graça de Deus com segurança, e cristãos precisam pregá-la com esperança. Corações que rejeitam hoje o evangelho não são, necessariamente causas perdidas. A palavra de Deus não germina em alguns corações tão rápido como em outros. Precisamos, portanto, aprender como regar paciente e amorosamente o que plantamos, e não ser como a garotinha que continuou cavando a sementeira do jardim para ver se alguma coisa estava acontecendo.

O coração da mulher que Jesus encontrou em Sicar da Samaria é quase um padrão completo de todos os corações da parábola do Semeador. Primeiro, ela era dura e suspicaz, "porque os judeus não se dão com os samaritanos" (João 4:9). Ela tinha pouco senso crítico de sua própria vacuidade espiritual. Mas, como tinha vindo buscar água, seu coração se entreabriu quando Jesus falou da água viva que mataria a sede dela para sempre. "Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la" (João 4:15). O Senhor então lavrou um profundo sulco no coração dela pedindo-lhe para chamar seu esposo, assim recordando-lhe a impiedade de sua vida: cinco esposos, e agora amasiada com um homem. Ela é tocada, mas seu coração está apinhado. Em vez de enfrentar sua necessidade espiritual imediatamente, ela queria ter uma discussão teológica sobre onde os homens deveriam adorar, se em Jerusalém ou no Monte Gerazim. Ao tempo em que Jesus terminou de ensinar-lhe o que significava adorar verdadeiramente a Deus, ela estava profundamente presa. "Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias.... quando ele vier, nos anunciará todas as coisas"(João 4:25). "Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo". E a semente foi para casa profunda e seguramente no coração que tinha agora se tornado absolutamente honesto. "Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito" (João 4:39). Ela tinha estado ouvindo as coisas dolorosas que ele lhe tinha dito a respeito dela, e ouvindo bem. Ela tinha entendido o que um verdadeiro adorador de Deus era, e que até ela poderia ser. Isso mudou-a completamente e, como tinha de ser, enviou-a a dizer a todos que a pudessem ouvir como tinha acontecido e porque. De cada coração verdadeiro sai muito fruto, e que fruto este coração desta antes dura e pecaminosa mulher, agora sincera, produziu!

Mas qual é o significado dos diferentes rendimentos da terra boa mencionados em Mateus e Marcos, " ... e produz a cem, a sessenta e a trinta por um" ? (Mateus 13:23). Isto sugere diferentes graus de fidelidade ou consagração? Parece altamente improvável. O coração da boa terra é absolutamente singelo, em contraste com o coração raso do solo pedregoso e do coração apinhado do solo espinhoso. O que é mais provável é que esta seja um paralelo à parábola dos talentos (Lucas 19:16-19). A responsabilidade vem a nós no reino de acordo com nossa capacidade. O fruto produzido pode variar, porém não a consagração do coração. Certamente o Senhor nos julgará por nossas oportunidades e capacidades, mas um coração puro e singelo é a única coisa que não é negociável.

E então, finalmente, a pergunta mais óbvia para aqueles que encaram seriamente as parábolas. O que aprendi sobre mim mesmo? Qual dos solos descreve minha atitude para com o Senhor e sua palavra? Meu compromisso com Cristo é instável, cheio de capricho e emoção? Ele luta pela vida com a competição de incontáveis interesses de uma vida apinhada? E se a resposta for inquietante, qual decisão tomei para mudar?

por Paul Earnhart

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO SEMEADOR: estudo especial/06

O coração verdadeiro

"Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça" (Mateus 13:8-9). "Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um" (Mateus 13:23).

É no coração exemplificado pela terra boa na parábola do semeador que o espírito e o caráter do reino do céu são apanhados e contidos. É aqui que a parábola tem o seu foco. As outras terras — resistentes, inadequadas e improdutivas — nos dizem como fracassar; a terra boa nos diz como ter bom sucesso.

No relato de Lucas, Jesus identifica a semente lançada na boa terra como aquele que recebe a palavra com "reto coração" (8:15). Esta descrição nada tem a ver com a justiça essencial, ou mesmo com a "boa pessoa", mas com aquela atitude que até o maior pecador pode ter quando confrontado com o evangelho. Isto é o coração, ainda que possa ter sido ímpio, que agora é sincero, aberto, despido de toda hipocrisia. Como disse o Senhor, o chamado do seu reino não é para os justos, mas para pecadores (Lucas 5:32). E pecadores podem, se quiserem, responder honestamente.

Esta explicação não contentará os calvinistas, cuja convicção enganada de que os homens são totalmente depravados e incapazes do bem torna sua aceitação desta simples afirmação de Jesus impossível. Premissas falsas levam a conclusões falsas. Até homens e mulheres ímpios podem decidir ter corações verdadeiros. A diferença é que não continuarão sendo ímpios. Como Jesus observou à elite religiosa em Jerusalém, "... publicanos e as meretrizes vos precedem no reino de Deus" (Mateus 21:31). As vidas dos publicanos e das prostitutas eram inegável e abertamente ímpias, entretanto muitos deles tratavam de si mesmos e do evangelho honestamente. Os escribas e fariseus, em sua hipocrisia, não eram honestos nem consigo mesmos nem com a palavra de Deus. O evangelho do reino é um espelho (Tiago 1:25) e uma sonda (Hebreus 4:12) que expõe as atitudes e os motivos de nossos corações. "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus", disse Jesus (João 8:47), e, "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (João 18:37).

De que modo o "bom e reto coração" é bom? Em Mateus, o Senhor diz que eles "ouvem a palavra e a compreendem" (Mateus 13:23). Marcos registra que eles "ouvem a palavra e a recebem" (Marcos 4:20). O coração verdadeiro, então, não somente ouve a palavra do reino, mas, diferente do coração duro (solo da beira da estrada), compreende-a e recebe-a. Tudo isto torna claro que compreender Deus não é tanto um exercício intelectual como é moral. Não é um grande intelecto que afasta os homens do reino, mas um coração pequeno e relutante.

Mas há mais. Lucas acrescenta que os corações verdadeiros "... tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança" (Lucas 8:15). Há, no coração bom, em contraste com o coração raso (solo pedregoso), uma dimensão de profundidade e tenacidade. Com este modo de pensar, há uma compreensão genuína do valor do reino e uma disposição a sofrer e investir pacientemente, de modo a possuí-lo. Tal coração chega a compreender "... qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" do amor, e a ser cheio de "...toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:18-19).

Finalmente, os corações "honestos e bons", diferentes dos corações apinhados (terreno espinhoso), produzem frutos que dão colheita, isto é, eles cumprem o propósito de Deus em suas vidas. O que esse "fruto" abrange tem sido assunto de muita discussão. Lucas diz que tais corações produzirão "cem vezes" (8:8), ou simplesmente "produzirão fruto" (8:15).

Desde que é o propósito de Deus que seus filhos sejam "conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:29), o fruto a ser produzido precisa, pelo menos, se referir ao fruto da vida transformada, o fruto do arrependimento (Mateus 3:8), "o fruto do Espírito" (Gálatas 5:22-23), "... o fruto pacífico, ...fruto de justiça" (Hebreus 12:11), "... o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13:15). Comentando outro versículo em que Jesus fala da fecundidade de seus discípulos (João 15:2), Hendriksen diz "Estes frutos são bons motivos, desejos, atitudes, disposições, palavras, atos, partindo da fé, em harmonia com a lei de Deus, e feitos para a sua glória" (The Gospel of John, p. 298). Assim, não nos surpreendemos ao ouvir Paulo se referir ao modo como este coração repleto de frutos abunda para com outros "frutificando em toda boa obra" (Colossenses 1:10), em misericórdia e compaixão para com os necessitados (Romanos 15:28) e em comunhão com aqueles que pregam o evangelho (Filipenses 4:17).

por Paul Earnhart

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO SEMEADOR: estudo especial/05

O coração apinhado

"Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e  a sufocaram" (Mateus 13:7). Esta parte da história de Jesus sobre o semeador não se refere à semente lançada sobre uma já visível infestação de ervas, mas ao solo adulterado com sementes de plantas inúteis e daninhas. O solo é rico, profundo e receptivo, mas está corrompido. Os espinhos, que não produzirão nada de bom, simplesmente crescerão para sobrecarregar o solo e enfraquecer a boa semente até que ela, também, fique infrutífera. Deste solo possuído pelos espinhos Jesus diz, "O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera"(Mateus 13:22). À lista dos empecilhos da frutificação, Marcos acrescenta "as demais ambições" (4:19), e Lucas, "deleites da vida" (8:14).

Alguns comentadores, especialmente os de tendência calvinista, descartam este caso como o de um coração não convertido, um que nunca recebeu a palavra do reino com plenitude de espírito. Isso parece improvável. No não convertido, nenhuma vida é produzida; a semente apodrece no chão. Aqui não há somente vida, mas crescimento. O fracasso deriva do que acontece depois, o crescimento de distrações surgidas da terra, que dividem o coração e dissipam a energia da alma.

O ponto todo da semente plantada não é o crescimento de uma planta, ainda que luxuriante, mas a produção de fruto. O filho do reino do céu não tem somente que parecer bom, mas ser bom e fazer o bem. O problema com o coração do solo espinhoso é que ele se tornou apinhado demais com preocupações concorrentes, e a semente de Deus não pode prosperar num coração dividido.

Quais são os espinhos que podem sangrar totalmente a vitalidade espiritual de um filho de Deus? Jesus é explícito. Os cuidados deste mundo podem fazê-lo. Preocupação constante com alimento e abrigo e o medo de não ter o suficiente não somente difamam a fidelidade de Deus, mas permitem que ansiedade descuidada roube de Deus as energias que lhe devemos (Mateus 6:25-34). Os cristãos que exaurem suas forças no temor e preocupação nunca florescerão, nem darão fruto. Por que nos enganamos? A preocupação não é somente desgastante, é pecaminosa. Ela diz, implicitamente, que Deus não nos ajudará e que precisamos nos arranjar sem ele.

O amor pelas coisas pode também sufocar efetivamente o espírito. Dinheiro e propriedade podem parecer tão tangíveis, tão reais e tão asseguradores, mas as riquezas são enganadoras. Elas prometem realização, porém nunca a dão (Eclesiastes 5:9-10). Elas prometem segurança, mas batem asas como uma ave selvagem (Provérbios 23:5). Precisamos lidar praticamente, antes que emocionalmente, com as coisas materiais. Todos sabemos intelectualmente que elas não duram. Elas são tão efêmeras como uma bola de neve no verão. Por que um homem seria tão tolo até o ponto de edificar sua vida na areia? Ainda, muitos cristãos buscam coisas materiais enquanto se enganam com sua rotina religiosa. Eles apenas acabam como mortos-vivos espirituais, freqüentando às assembléias da igreja e fingindo sua espiritualidade, enquanto seus filhos crescem para a mundanalidade aberta, sem a fraude religiosa de seus pais. Tais discípulos são plantas decorativas. Não espere que nada duradouro venha deles.

Finalmente, os "deleites da vida" podem agir para nos sugar. "O que há de errado com os prazeres?" alguém pergunta. "A vida do reino tem que ser uma longa dor de cabeça de miséria e negação de si mesmo?" A resposta à primeira pergunta é: "nada", à segunda é "não". Nada há de errado com o trabalhar diligentemente por nosso alimento, ou ter riqueza, ou gozar das coisas agradáveis que Deus nos deu ricamente (1 Timóteo 6:17). Mas qualquer delas, ou todas são erradas para aqueles que tem estado "sufocados" por elas, quando elas se tornaram a paixão de suas vidas. A palavra grega para "sufocado" em Lucas 8:14 é, mais tarde, no mesmo capítulo, dada como apertar (8:42). Algumas pessoas deixam que estas coisas intrinsecamente legítimas as dominem tanto que elas são possuídas e governadas por elas. Preocupações ou bênçãos legítimas tornam-se em temor, ganância ou ansiedade. Deus e seu reino estão apinhados até os limites. A voz de Deus se torna velada pelo clamor. As bênçãos de nosso Pai deveriam ser uma ocasião para seus filhos agradecerem a ele e servirem-no, mas elas podem facilmente se tornar a causa de nosso descontentamento e inutilidade.

Aqueles que escolhem o coração dividido, o coração apinhado, diz Jesus, não darão frutos que amadureçam (Lucas 8:14), literalmente, nunca levarão até o fim, nunca terminarão a tarefa.

Não podemos ter nenhuma ilusão sobre a atitude de Jesus para com aqueles que começam, porém nunca terminam. "Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus" (Lucas 9:62). Nunca precisamos nos admirar como ele se sente sobre os indecisos. "Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mateus 6:24). E certamente não temos motivo para duvidar de seu sentimento pelos infrutíferos. "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta..." (João 15:2). Há um futuro no reino de Deus para os simples, ainda que tateantes, mas para o coração dividido, o coração apinhado, não há esperança. "... e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração"(Tiago 4:8).

por Paul Earnhart

terça-feira, 23 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO SEMEADOR: estudo especial/04

Calculando o custo

A parábola do semeador é uma declaração da natureza interna do reino  do céu. Ele é, uma vez Jesus disse, um reino "dentro de nós" (Lucas   17:20-21). A revolução é real, mas não vem "por observação". O reino de Deus só entra através do coração. Ele nasce pela semente e não pela espada e vem somente àqueles que aceitam-no humilde e alegremente. Portanto, decisivos para sua vinda sobre qualquer coração humano, são novos entendimentos e novas resoluções dentro dele.

Nisto está o mistério dos modos de Deus com os homens. Não estamos a par do porquê ele pensou que a alegria de ter seu próprio povo, que o amasse e ansiasse por ser igual a ele, valesse o risco de terríveis possibilidades de pecado e impiedade que isso abria. Nisto, como em todas as outras coisas, não somos capazes de sentar-nos em julgamento de Deus. Mas ele, certamente, limitou-se em nos criar, pois ele não pode compelir uma única alma a fazer sua vontade. Como qualquer plantador, ele planta sua semente e espera pacientemente pelo fruto de seu labor e, conquanto grande e incrivelmente longo seja seu investimento, ele ainda é mantido refém dos caprichos do coração humano, o solo no qual ele lançou amorosamente sua palavra eterna. E, deste solo dependem o máximo sucesso ou fracasso de todos os seus esforços.

O coração duro

Os corações duros do solo da margem da estrada absolutamente nada produzem. Estes ouvintes vivem num mundo totalmente diferente, não falam a mesma linguagem do Filho de Deus. Por quais motivos tais pessoas viriam ouvir Jesus? Curiosidade? Novidade? Moda? Talvez por qualquer deles, ou por todos. Não estavam, porém, querendo verdadeiramente ouvi-lo. Seja por presunçosa satisfação própria, ou por uma orgulhosa necessidade de saber tudo já, ou temor de exposição a alguma desconfortável nova verdade sobre si mesmos, suas mentes estavam trancadas contra o Senhor e seu evangelho.

O que deve ser feito com eles? Nada. Eles são sem esperança em sua teimosa dureza. Somente se Deus arasse um profundo sulco de ardente tragédia através de suas vidas poderia alguma abertura ser dada à semente viva. E se assim fosse, a dor seria abençoada.

O coração raso

"Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser   profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou- se"(Mateus 13:5-6). Esta não era terra misturada com incontáveis pedrinhas, mas solo com menos de meio palmo de profundidade, sobre uma laje enterrada. Não havia lugar para a planta enraizar-se, por isso ela cresceu profusa e luxuriantemente. Mas o calor do sol revelou sua fraqueza. Ela floresceu nos dias frescos, mas morreu nos quentes, incapaz de suportar o próprio sol que, fossem as raízes mais profundas, tê-la-ia tornado ainda mais forte. Este solo, Jesus explicou, era como o homem "que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza" (Mateus 13:20-21).

O coração raso do solo pedregoso não é como o coração duro do solo da beira da estrada, como aço, rejeitando o evangelho com desprezo indiferente, mas estes entusiásticos ouvintes são deploravelmente faltos de cuidadosa previsão. Emocionalmente excitáveis e impulsivos, eles agem por circunstâncias imediatas (multidões excitáveis, etc.) mais do que por um entendimento do que é ensinado. Eles são negligentes de futuras exigências e desafios. Eles não têm cogitado de longos pensamentos. O evangelho não desceu profundamente dentro de seu entendimento e vontade. Assim, quando as circunstâncias mudam, quando os dias difíceis de perseguição e adversidade chegam, não há raiz profunda de fé para sustentá-los. Eles não tinham pensado profundamente no reino e em seu eterno valor. Tornar-se um discípulo parecia apenas a coisa a fazer no momento.

"Imediatamente com alegria ..." O coração raso é apaixonado, mas apressado. O evangelho deveria sempre trazer alegria, mas precisa ser uma alegria profunda o bastante para suportar os choques. Ela precisa ser o tipo de alegria que o tempo e a circunstância não podem tirar de nós (João 16:22-24). Precisa ser a alegria pela coisa justa (Lucas 10:17), e precisa ser uma alegria que vê a perseguição e o sofrimento por amor de Cristo como um privilégio e uma bênção (Lucas 6:22-23). Precisamos seguir os passos de nosso Senhor, "o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia" (Hebreus 12:2). Tornar-se um cristão é certamente uma experiência emocional, mas é também uma experiência da mente e da vontade.

Esta é a própria razão pela qual aquele que vem muito rapidamente seguir Jesus precisa parar e pensar sobre o que isso significa. É por amor de nós que o Senhor freqüentemente esfria nosso entusiasmo descuidado, advertindo-nos a parar um momento e calcular o custo (Lucas 9:57-58). Ele quer que o acompanhemos todo o tempo e não que sejamos descarrilados por alguma dificuldade imprevista para um reino ao qual não chegamos a dar um valor suficientemente alto. É minha opinião que nada precisa mais ser ensinado hoje às pessoas interessadas no evangelho, religiosas ou não religiosas, do que o custo do discipulado. Aqueles que vêem ao reino e sobrevivem precisam estar profundamente comprometidos com Jesus.

por Paul Earnhart

DESEJO À VOCÊ


Que… “Chuvas de Bênçãos sejam derramadas abundantemente sobre ti e tua Casa“… Que… a Unção de DEUS seja como um bálsamo a envolver tua vida e te Ungir Completamente pela Glória de DEUS“… Que… “DEUS faça prosperar tudo aquilo que vier até tuas mãos, e que de uma semente cresçam milhares de árvores Frutíferas“… Que… “Todas as Promessas de DEUS sejam uma Coroa de Vitória e Vida para você como Prova da Fidelidade do teu DEUS, acerca de tudo o que Ele Fala e Cumpre“… Que… “Rios de águas Vivas corram dentro de tí, purificando, e levando tudo aquilo o que não é de DEUS“. Que…“A Glória de DEUS repouse sobre sua vida…Amém