Páginas

MENU

Menu Deslizante

PAI NOSSO

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, VEM A NÓS O VOSSO REINO, SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE, PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO, NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO MAS LIVRAI-NOS DO MAL. AMÉM.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TOMAS DE AQUINO E A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: APROXIMAÇÕES E IMPOSSIBILIDADES - 01

Tomas de Aquino

Resumo: O objetivo desse artigo é realizar uma comparação entre Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação (TL). Essa comparação não é puramente crítica, ou seja, uma pura e seca denúncia dos erros epistemológicos e pastorais da TL. Será apresentado tanto os pontos convergentes, como também os pontos divergentes entre Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação. Por fim, afirma-se que Tomás de Aquino é um pensador extremamente atual. Sua obra contém uma profunda reflexão sobre os diversos problemas e opressões vividas pelo homem. Se a Igreja e a sociedade contemporânea desejam promover a libertação da opressão, da forma como é indicada pela Teologia da Libertação, é preciso conhecer e refletir sobre a obra do Aquinate.
Palavras-chave: Tomás de Aquino, Teologia da Libertação, aproximação e divergência.

1. Introdução
Oficialmente a Teologia da Libertação (TL) surgiu em novembro de 1969 com a conferência proferida pelo teólogo peruano, Gustavo Gutiérrez, intitulada Notas para uma teologia da libertação. A partir desse momento a TL, uma escola teológica de inspiração marxista ([2]), a qual vê o marxismo como uma corrente de pensamento “poderosa e sedutora” ([3]), passa a realizar uma importante análise e até mesmo uma crítica à pobreza e à exclusão social. Essa análise é sintetizada na expressão: opção preferencial pelos pobres, a qual é repetida ad nauseam pela militância da TL na América Latina e em outras regiões do Terceiro Mundo. Por causa da opção pelos pobres, teólogos e filósofos ligados diretamente a TL realizaram diversas reflexões ([4]) sobre a pobreza e a exclusão social.
Aparentemente a proposta da Teologia da Libertação é muito nobre, ou seja, libertar o homem da pobreza e da exclusão social. É lícito libertar o homem dessas formas de opressão. Por causa disso a Igreja e a sociedade devem fazer todos os esforços para emancipar o homem da pobreza. Todavia, uma análise mais detalhada sobre as ideias e a prática pastoral da TL coloca em xeque essa proposta. De um lado, há dentro da TL um claro espírito de revolta contra a doutrina e o magistério da Igreja. A TL deseja refundar a Igreja e até mesmo anunciar um novo evangelho. Seria o evangelho de inspiração marxista. É bom recordar que o Apóstolo Paulo condena duramente o anúncio de outro evangelho, diferente dos quatro evangelhos contidos na Bíblia ([5]). Do outro lado, a prática pastoral da TL não recomenda uma postura sincera de libertação. Ao longo de sua história a Teologia da Libertação demonstrou publicamente amplo apoio a regimes políticos autoritários, totalitários e anticristãos, como, por exemplo, Cuba, Coréia do Norte e mais recentemente a Venezuela. É por causa desses problemas, entre outros, que a Congregação para a Doutrina da Fé publicou, em 1984, a Instrução sobre alguns aspectos da “Teologia da Libertação” ([6]). Um documento que, simultaneamente, realiza uma severa crítica à TL e alerta os fiéis cristãos para o perigo representado por essa corrente teológica.
Estamos diante de um sério impasse: a TL afirma promover a libertação, mas seus ensinamentos e sua prática pastoral não são condizentes com a libertação, a qual é anunciada. Como resolver esse impasse? Uma das formas de revolver o impasse é recorrendo à própria voz da Igreja, pois sendo ela mãe e mestra em educação poderá guiar, de forma serena, os fiéis a compreenderem o real significado da TL. Todavia, a própria Igreja, por meio da Instrução sobre alguns aspectos da “Teologia da Libertação” deixa claro que a Teologia da Libertação é uma “negação da fé da Igreja” ([7]).
A Igreja não estaria sendo um tanto quanto dura ao afirmar que a TL é uma negação da fé? Será que se compararmos os ensinamentos da Teologia da Libertação com um eminente pensador cristão não chegaríamos à outra conclusão? Para tentar responder essa pergunta foi escolhido Tomás de Aquino. Por causa disso neste artigo será realizada uma pequena e introdutória comparação entre Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação.
O motivo de Tomás de Aquino ter sido escolhido para a realização dessa comparação é o fato dele ser um dos grandes filósofos que a humanidade teve o privilégio de possuir. Além disso, a Igreja recomenda e leitura e reflexão aprofundadas da obra do Aquinate. Em diversos documentos oficiais a Igreja recomenda a leitura, o estudo e a reflexão sobre a obra do Angélico. A título de exemplo serão citados apenas três importantes documentos emitidos pela Igreja, nos quais ela realiza essa recomendação.
O primeiro documento é o Código de Direito Canônico. Neste documento é decretado que os estudantes de teologia e os candidatos ao sacerdócio devem “aprender a penetrar mais profundamente os mistérios da salvação, de modo especial sob a guia de São Tomás como mestre” ([8]). O segundo documento é a instrução Sobre a Formação Sacerdotal, o qual é incisivo ao recomendar que os candidatos ao sacerdócio católico, nos estudos em filosofia e teologia, devem “aprender a penetrá-los mais profundamente pela especulação, tendo por guia Santo Tomás” ([9]). O terceiro e último documento é Sobre a Educação Cristã, o qual determina que as instituições de ensino católicas (seminários, escolas, universidades, faculdades, etc.) devem indicar aos seus alunos e ao grande público que a “fé e a razão conspiram para a verdade única, segundo as pisadas dos doutores da Igreja, mormente de São Tomás de Aquino” ([10]).
Como se pode perceber pelo testemunho dos três documentos que foram citados, Tomás de Aquino é apresentado pela Igreja como sendo o modelo de reflexão e de argumentação filosófica.
Sendo assim, afirma-se que o objetivo do artigo é realizar uma comparação entre Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação. Entretanto, essa comparação não é puramente crítica, ou seja, uma pura e seca denúncia dos erros epistemológicos e pastorais da TL.  Pretende-se apresentar tanto os pontos convergentes, as aproximações, como também os pontos divergentes, as impossibilidades, entre Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação. Por último serão tecidas algumas considerações finais sobre o objeto em estudo.
Por: Ivanaldo Santos


Fonte: SANTOS, Ivanaldo. Tomás de Aquino e a Teologia da Libertação: aproximações e impossibilidades. In: Coletânea, Rio de Janeiro, ano X, Fasc. 20, jul./dez. 2011, p. 249-266. ISSN: 1677-7883.
Fonte: Gonet


















DESEJO À VOCÊ


Que… “Chuvas de Bênçãos sejam derramadas abundantemente sobre ti e tua Casa“… Que… a Unção de DEUS seja como um bálsamo a envolver tua vida e te Ungir Completamente pela Glória de DEUS“… Que… “DEUS faça prosperar tudo aquilo que vier até tuas mãos, e que de uma semente cresçam milhares de árvores Frutíferas“… Que… “Todas as Promessas de DEUS sejam uma Coroa de Vitória e Vida para você como Prova da Fidelidade do teu DEUS, acerca de tudo o que Ele Fala e Cumpre“… Que… “Rios de águas Vivas corram dentro de tí, purificando, e levando tudo aquilo o que não é de DEUS“. Que…“A Glória de DEUS repouse sobre sua vida…Amém